quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Encontro



Era segunda-feira,o sol brilhava fazendo com que o dia amanhecesse.
O verde rodeava aquele lugar,as árvores balançavam.
O ar tocava nossa pele e refrigerava o dia.
Então,você chegou.Olhei  timidamente,respirei fundo e desviei o meu olhar.
Você?Estava me olhando.Incrível!Nem sei porque me olhavas.
Uma sala,cadeiras,pessoas,um assunto a ser abordado,perguntas,respostas,piadas,risos,olhares,nomes.É,estávamos nos conhecendo.
Um pedido,uma resposta que negava o mesmo.
Um pequeno diálogo,uma briga.
À noite,um palco,uma platéia,danças,cantos,duas vozes ultrapassavam toda a aparelhagem de som.Uma delas?A minha!
De volta pra casa,pensamentos,dúvidas.Fazer ou não fazer?Procurar ou não procurar?Finalmente te procurei.Te achei!
O encontro,o começo de tudo...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Parte que me falta


O telefone toca,imagino ser você,olho no "visor" e os meus olhos decepcionam minha imaginação.Pra que você iria ligar?Você está muito ocupado pra isso agora,talvez você esteja ocupado sempre.
Percebo,então que a minha vida desde sempre estava esperando por você,mesmo sem ao menos saber quem era.Será que ela se acostumaria viver sem te esperar?Acho que não.Ela foi simplesmente adaptada pra isso.
Os meus olhos?Parece que eles ficam numa expectativa enorme de  te ver para que possam pôr inveja no sol com o brilho que fazem ao te olhar.
Meus ouvidos?Ainda esperam ansiosamente ouvir-te,por mais uma vez.
Parece que está me faltando ar agora,deve ser porque você está longe,send assim os meus pulmões forçam-se para repor o oxigênio,mas não conseguem...
Minha mente conclui,portanto,que preciso de você agora,neste momento!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Natural


A primavera repõe todas as folhas que caíram durante o outono,é como se fosse a esperança trazendo alegria à alma abatida.
A tempestade vem e destrói uma cidade,mas alguém especializado a reconstrói,é como se uma terrível ventania de decepção tivesse a capacidade de destruir um coração,o qual ,porém,é cuidado com muito zelo por alguém.
Na vida "altos" e "baixos" acontecem para que não nos iludamos,para que possamos entender a vida exatamente como ela é,sem máscaras,sem disfarces.
Não se pode controlar os fenômenos da natureza,nem impedir que eles aconteçam,pois ocorrem naturalmente,obedecem a voz divina que os criou,como também não podemos controlar nossos sentimentos,nem ao menos ocultá-los,eles também ocorrem naturalmente,escutam a voz do coração,o qual é um dos principais sentidos que controlam nossa vida.
Tenha,por tanto,sempre a esperança,porque ela dar forças a uma árvore abatida,a qual sabe que nascerão novas folhas e flores para embeleza-la.
Deixe,portanto,que alguém cuide de você,exponha seus sentimentos,como uma cidade expõe toda a sua  tristeza após ser terrivelmente destruída,seja uma pessoa mais atenta também,para que possas cuidar de alguém,quando esse mesmo precisar.
Não retraia-se quando seus sentimentos falarem por você,seja como a natureza: natural e espontâneo!

sábado, 13 de novembro de 2010

Cortina


Tentar entender seu jeito de ser,a maneira como você trata alguém que ama,têm sido desafios pra mim,que em intervalos de instantes penso estar indo muito bem e mal ao mesmo tempo.
Me permita mergulhar bem fundo em seus pensamentos como um peixe destemido mergulha no mais profundo mar.Seja exposto a mim para que eu te entenda,te compreenda e esteja disposta a te ouvir,caso esse seu jeito estranho seja fruto de um problema.
Veja em mim aquela pessoa que você pode confiar assim como eu confio e acredito de olhos fechados em você.
Não me deixe nesse conflito interno que cria perguntas e dúvidas estupidamente loucas na minha mente e no meu coração.
Deixe-me que te ame.Permita-se ser quem você é comigo,porque eu te quero assim,exatamente assim pra mim,mesmo que eu discorde às  vezes.
Deixe os seus sentimentos se libertarem da cortina de ferro que cerca-os e que não me deixa vê-los.
Permita-me estar ao seu lado sempre,ainda que esse sempre não seja eterno.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

I Believe♪


I believe in us together
I believe in love forever
I believe in things that eyes can't see
Creo así
A mi me gusta estar cerca de ti
Por siempre juntos
Creo así
A Dios vamos seguir
Um olhar
Bastou apenas o primeiro olhar.
Um olhar
Então paguei pra ver e embarcar
Nessa aventura homérica
Será que alguem vai crer se eu contar?
Passagem só de ida, friozinho na barriga,
Prepare-se para decolar
Gira o mundo, revira-volta...
Deus escreve certo por linhas certas
Torto é quem não sabe interpretar
Mas quem crer vai chegar
E hoje novamente a te olhar
Eu acredito mais que sempre
Em milagres, pois é um milagre nós aqui
As muitas águas não podem apagar o nosso amor
Tantas idas, tantas rotas, na bagagem feridas
Se houve marcas, revoltas, e breves despedidas
Sempre houve o perdão, combustível
Pra gente poder prosseguir
As muitas águas não podem
Apagar o nosso amor
Nem a brasa, o ciúme, nem tão pouco a morte
O Atlântico inteiro sobrevoamos com sorte
Pois o Piloto do destino foi, é e sempre será
O primeiro a acreditar em nós
Sempre a premeditar o melhor
Segundo a sua fidelidade!
Por:Henrique Cerqueira

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Motivo



Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Por:Cecília Meireles

Amar


Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.


Por:Carlos Drummond de Andrade